Fase Zero da Maratona SBC de Programação

(8 minutos de leitura) Em 24/set/2022 foi realizada, pela primeira vez na plataforma da beecrowd a Fase Zero da Maratona SBC de Programação. No texto de hoje, batemos um papo com Leandro Zatesko, um dos organizadores do evento e falamos sobre a importância dessa primeira Fase Zero e da Maratona de Programação no geral

Fase Zero da Maratona SBC de Programação

(8 minutos de leitura)


Competição está nas veias do ser humano. Nós somos competitivos por natureza. Dizem que a competição está em nossas vidas desde os primórdios, quando se competia por alimentos para sobreviver.

Hoje em dia, paramos para ver competições de futebol, automobilística e muitos outros esportes. Mas além dessas competições esportivas existem outros tipos que não envolvem o físico e nas quais os competidores não dependem exclusivamente de sua condição física. Nessas competições, o indispensável é o poder de raciocínio. Podemos citar dentre estas, as olimpíadas de ensino médio (matemática, química informática) e as de nível superior como a Maratona SBC de Programação.

E será sobre a Maratona SBC de Programação que iremos falar no nosso texto de hoje, pois há algumas semanas, aconteceu, pela primeira vez, na plataforma beecrowd a fase zero dessa competição.

Nós do blog da beecrowd tivemos o prazer de conversar o Leandro Zatesko, professor do Departamento Acadêmico de Informática (DAINF) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e integrante do comitê organizador da Maratona Nacional SBC. 

Zatesko foi um dos grandes responsáveis pela realização da Fase Zero da Maratona SBC que aconteceu em setembro na plataforma beecrowd.

Se você tem dúvida se vale a pena participar de Maratonas de Programação, vem ler essa entrevista para entender como funciona e o quanto é importante para a carreira de um programador que quer ser bem-sucedido!


Há quanto tempo você faz parte do comitê organizador da Maratona SBC e qual a sua experiência nesse processo?

Faço parte desde agosto de 2021, na mesma época em que estava organizando a 1ª Maratona de Programação do Sul, em parceria com a beecrowd (na época URI Online Judge). Junto com o Professor Neilor Tonin, somos os representantes da Região Sul no Comitê da Maratona, e temos trabalhado para dar visibilidade e fortalecimento à participação do Sul na competição. Dentre as grandes conquistas que tivemos nesse processo desde o ano passado, posso destacar a realização da 1ª Maratona de Programação do Sul e a união da 2ª Maratona de Programação do Sul à 5ª Maratona de Programação do Norte, resultando na 1ª edição da Fase Zero da Maratona de Programação da SBC.


Qual a importância para um estudante em participar de uma maratona de programação?

Em primeiro lugar, deve-se ficar claro que a competição não é um fim em si mesmo. O real objetivo é que, no processo de preparar-se para a competição, o estudante possa aperfeiçoar seus conhecimentos e habilidades, inclusive podendo se aprofundar em tópicos que, apesar de muito importantes, às vezes não são devidamente cobertos nas grades dos cursos de graduação. Não é à toa que a muitas das melhores oportunidades no mercado de trabalho tem privilégio de acesso quem obteve um bom desempenho na competição. Não só podemos destacar essas oportunidades profissionais únicas que o estudante pode acessar, mas também podemos destacar a interação importante entre as instituições que participam da competição.


Pela 1ª vez tivemos a Fase Zero da Maratona SBC de Programação, como foi o evento? Qual a importância dessa fase para a Maratona no geral? 

O evento foi um sucesso, apesar de um grande desafio. Nós queríamos a todo custo dar o primeiro pontapé nessa iniciativa, junto com os organizadores da Maratona de Programação do Norte e com o apoio da SBC. Apesar do pouco tempo que tivemos para organizar a competição, tivemos a participação de mais de 300 times de todo o país. A inscrição para a Fase Zero é gratuita e a competição é online, independente da inscrição para a Primeira Fase, que é paga e presencial. Assim, considero a Fase Zero uma estratégia importante para promover, fortalecer, e especialmente democratizar e deselitizar a Programação Competitiva no Brasil. Por isso é que a Fase Zero já nasceu online e gratuita, com uma política de premiação que preza pela diversidade e pela inclusão, ao considerar, por exemplo, os melhores times de cada estado, os melhores times formados só por mulheres, os melhores times formados só por estudantes de Ensino Médio etc.


Quais as expectativas para a Maratona SBC depois dessa fase zero? 

A ideia é que possamos ter muito mais instituições participando da Maratona de Programação, treinando, envolvendo-se. Que a 2ª edição da Fase Zero, agora organizada com mais tempo, e com toda a experiência do que precisa ser melhorado, possa alçar a Maratona de Programação a patamares inéditos de visibilidade.


Alguma dica especial para os grupos que estão se inscrevendo para as próximas fase da Maratona? 

A dica é: esteja sempre evoluindo. Não sabote seu desenvolvimento. Não acredite que algo está muito além daquilo que você consegue aprender. Não fique confortável treinando apenas com problemas de tipos e assuntos que você já domina. Esteja sempre aprendendo coisas novas, estudando coisas novas. Um pouquinho que você consiga progredir toda semana vai fazer muita diferença lá na frente. Lembre-se que você pode participar por 5 anos da Maratona de Programação. Então, foque nesse “long game”, em onde você gostaria de estar daqui 5 anos na competição.


O que diferencia um programador com experiência em programação competitiva dos outros? 

O domínio de ferramentas teóricas, complexidade de algoritmos, estruturas de dados, e demais conteúdos, que muitas vezes não são vistos com a profundidade necessária nos cursos de graduação. Às vezes, a formação do estudante está muito voltada apenas a desenvolvimento de software, mas pouco voltada à programação, no sentido mais amplo de resolução de problemas computacionais similares aos da Maratona. Assim, embora o estudante não tenha dificuldade em acessar as vagas abundantes que há no mercado de trabalho para desenvolvimento, as vagas mais interessantes para programadores, que vão precisar lidar com desafios computacionais, já são muito mais restritas.


O que as empresas que patrocinam eventos como os da Maratona SBC procuram nos participantes? 

Procuram identificar aqueles que já na competição demonstram as habilidades que se alinham com o perfil da empresa. Habilidades não só de conhecimento, como já mencionei, mas também de criatividade e trabalho em equipe, que também são trabalhadas na Maratona.


Qual a carreira de um maratonista? Digo, baseado na sua experiência, o que fazem esses estudantes depois que viram profissionais? Onde trabalham? 

Tenho alguns ex-estudantes que orientei, assim como ex-colegas também, que, por terem se saído muito bem na Maratona de Programação, conseguiram acessar oportunidades muito boas de carreira. Alguns apaixonaram-se pelos aspectos mais teóricos da Computação, trabalhados também na Maratona, conseguiram entrar em bons programas de Pós-graduação, e hoje estão na Academia. Outros, por sua vez, conseguiram acessar vagas para programadores que lidam no dia-a-dia com desafios computacionais semelhantes aos propostos na competição. Alguns desses estão em empresas brasileiras que requerem esse perfil de programador, mas alguns também estão em empresas no exterior.


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Leandro Zatesko é professor do Departamento Acadêmico de Informática (DAINF) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e integrante do comitê organizador da Maratona Nacional SBC

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